Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Bonjour Mundo! E se a pena for, de facto, mais forte do que a espada?

Resistência Activa ao Acordo Ortográfico. O Cabeça de Cão e a sua autora resistem. E estão com as 
VOGAIS E CONSOANTES POLITICAMENTE INCORRECTAS 
de Pedro Correia, pela Guerra & Paz.
Lançamento hoje, às 18:30, em Lisboa, na Bertrand do Picoas Plaza

Domingo, 19 de Maio de 2013

Bonjour Mundo!


lailai lailai
don´t cha you wish your girlfriend was hot like me
don´t cha you wish your girlfriend was a freak like me
don´t cha you wish your girlfriend was wrong like me
don´t cha you wish your girlfriend was fun like me
don´t cha
lailai
Bem, bem, sei, hoje o dia começou cedinho... Força Bebés, sem dó!

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Do Senhor Cão para a Menina Gata

UM NAMORADO PARA A GATA DA NAMORADA SABEMOS DE QUEM

A Maria João não tem um cão
Não tem não
Talvez a culpa seja do namorado
Wittigenstein é lixado
É tudo palavreado lugar pensado
Sentimento arrumado em letrinhas
Um alter ego de alfabeto todo muito recto
Ora isso pede orelhas de gato
Agudas atentas bicudas agulhas
À rosa dos ventos porque
De tempos a tempos a João é a Alice
Sempre a cair não pode subir
Tomou o gato por coelho
E foi atrás dele - que havia de fazer
Se era o menino dela toca a correr
- Não é menino gato é Gata Menina
Corrige-me a mais que perfeita voz canina
- Obrigada Senhor Cão
- Então
Insiste o Cão
- E se déssemos um namorado
À Gata Menina da namorada sabemos de quem
Um gato letrado de facto e em fato e de laço
- Esta Gatinha é uma Princesa Menina
Tem de ser um Senhor Gato um Príncipe Filósofo também
- Pois está muito bem

Domingo, 12 de Maio de 2013

A Casa - vii



VALHA-ME DEUS QUE É MILAGRE! EQUÍDEO...
A minha avó tinha um humor, vá, queirosiano. Não lhe bastava a presença impressiva, o sorriso que nos deixava a pensar, terá achado graça ou uma desgraça, ser uma mulher, que diabo, há que dizê-lo, bela e ter um pulso férreo. Não, tinha de ter aquele humor. Explico. Era de uma grande implicância com a Igreja Católica em geral e com Fátima em particular. E não acreditava em Deus. No entanto, atirou comigo para um colégio de freiras – estou convencida de que não me enfiou num convento porque o ar do tempo era outro, tivesse nascido 100 anos antes, e zás, clausura.
Azarucho do caneco, saiu-lhe por neta uma beatorra do piorio: cresci com o gosto dos santos, a paixão pelos registos, os roliços barrocos, o drama dos ex-votos, e com uma loucura por água benta e de beijar o pézinho do Menino, factos geradores de tal incompreensão repulsiva que anos depois, uma vida, ainda me abanam os tímpanos com os agudos da indignação: parece que é parva, que nojo, não há milagre que limpe esses viveiros de doenças, que nojo!
Isto porquê? Liguei a televisão. Zapping noticioso. Peregrinos chegam a Fátima. Ora, Fátima e eu é um tu cá tu lá. Aquela Loca do Anjo dá-me cabo de séculos de racionalidade num segundo - apesar do anjo ter o cabelo igualzinho ao do Vegeta. Isto para não falar dos outros altares Marianos do mundo. E o que nem conto? E o Rocío? Enfim, desgraço-me. Ao que queria lembrar.
A minha avó tinha farpas, perdão, frases extraordinárias. Uma vocação perdida para o sound bite. E para uma descrente recorria sempre a Deus em cada uma delas. Era crescidota eu. Pareceu-me que teria mais hipóteses de sucesso se informasse em vez de pedir: Avó, olhe, como gostava muito de ir na peregrinação a cavalo, a Fátima, se calhar ia já para Évora.
- Valha-me Deus, ainda nem estamos a 13 de Maio e já se deu um milagre: uma burra a cavalo.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

O meu amor


Um perfect date. Aposto que o amor está a pensar: ah, pois é...
De vez em quando lá vem a pergunta: porque é que não tens namorado? E zás. Há verdades que só se podem dizer a estranhos. Gostava tanto de gostar de namorar. Mas para isso tinha de gostar do namorado como gosto do meu amor. Ah, então tem um amor... Claro que tenho. Cresci a pensar nele. Mesmo antes de aprender a escrever já sabia muito bem que havia um amor meu ainda que não soubesse quem ele era. Mas estava desejando de o conhecer pois mal o visse... és tu. A felicidade é como o algodão do reclame: não engana.
De vez em quando lá vem a pergunta: não te cansas de estar sozinha? Eu? Ando acompanhada. Quando vou ao supermercado ponho rímel nas pestanas - não vá dar-se o caso do amor aparecer do nada. Já treinei o meu olhar, aprendi num filme: fito-o, de repente, sorrio um segundo até ao fundo, e depois finjo que nem o vi. Ele, coitado, há-de ficar fulminado, ali. Só não o vi todo estatelado porque ele não faz compras onde faço.

Já sabia, diz o amor, estou bem lixado... - ó, pois está, coitado.
De vez em quando lá vem a pergunta: queres jantar comigo? Não. Para quê? Aborrece-me de morte o jantar do pavão, fico má, apetece-me arrancar-lhe as penas e vendê-las ao Carnaval do Rio. O meu amor não iria convidar-me para esse jantar que só de pensar me faz engordar. Há-de levar a comer porcarias daquelas que enjoam tanto que se acaba a rir, a dizer, juro que nunca mais: cachorros de rua, sobremesa de algodão doce, sumol. Ai quem me dera que fosse manhã. E que lhe caísse uma nódoa de mostarda na camisa branca para lha apontar e fazer pouco dele.
De vez em quando lá vem a pergunta: não estás farta de esperar? Podia mentir e queixar-me muito. Mas a verdade é não. O meu coração é mais firme do que qualquer chão. O meu amor é meu. Decerto um dia saberá. Quando souber, vem. E eu não quero mais ninguém.

Domingo, 5 de Maio de 2013

Parabéns ao Cão! Viva o Cão!



Quem é o perfeito? O mais que perfeito, quem é? O ideal concreto é quem? As quatro substantivas patas, o cabeça de cão do tão balalão?! Quem? É o próprio do Cão!

Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Bonjour Mundo!


BLISS
No outro dia estava a pensar uma grandessíssima verdade: muito melhor do que começar do princípio é recomeçar do ponto em que se está. É mais feliz porque nada do que somos vai fora e mais inteligente porque usamos os nossos erros como ferramentas para acertar.

Terça-feira, 9 de Abril de 2013

Porque hoje é terça-feira

Para Ruy Belo, contigo

SOMOS DE LONGE E TEMOS DE VOLTAR
Uma casa, um lugar: o coração
o tempo onde, afinal, existíssemos
fora deste problema da habitação
É nómada a tua língua e a minha
dizemos palavras sem morada
desmontando a cada dia as tendas
e a poesia sem retorno e sem adeus
Não posso chegar nem a ti nem a Ele
nem deixar de caminhar para ti e até Ele
Vivo, amo e digo como quem reza
entre isto e a morte inscrevo o vazio da fé
nele levanto uma casa, um lugar: o coração

Bonjour Mundo!

oh sometimes i get a good feeling yeah

i get a feeling that i never never never never had before no no

and i just gotta tell you right now that i

that i believe i really do believe that lailailailai